Eu e você. Eu e algo seu. Eu e você ao telefone. Eu e você nos sonhos. Eu e você nas cartas. Eu e você nas telas de cinema. Eu e você nas páginas de um best seller. Eu e você nos comerciais de margarina. Eu e você deitados na grama olhando para as estrelas. Eu e você andando na beira do mar. Eu e você olhando pela janela do carro em uma viajem. Eu e você abrindo a geladeira de madrugada. Eu e você tomando banho de chuva. Eu e você observando os carros passarem em uma avenida movimentada. Eu e você cantando. Eu e você sempre. Só eu e você.
E foi quando percebi que sua opinião pesava mais que a minha própria. Porque, de repente, tudo era eu e você. Tudo éramos nós, e nós éramos tudo. E eu era incapaz de respirar por minha conta, porque você estava ausente. Subitamente, eu comecei a sufocar, porque percebi que você não passava de uma ilusão. Um desejo meu. Algo banal e inexistente. Exatamente como nós éramos. Eu e você.

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