Cabelos pretos, olhos azuis acinzentados, traços fortes, maxilar bem marcado. Nariz reto, arrogante. Sorriso maroto, versátil. Bochechas rosadas, pele pálida, estatura média, corpo magro.
Barba mal feita, desalinhada. Sombrancelhas expressivas, mãos firmes, gestos vastos, pensamentos definidos. Cabelo espetado, revoltado. Atitudes decididas, riso envolvente, palavras seletivas, voz sedutora.
Abraço forte, acolhedor. Conversa inteligente, criação educada, estilo desafiador, humor rude. Preocupação rara, mas intensa. Bom gosto musical, péssimo senso para com os outros, fobia da sociedade, humor negro.
Sádico, mas só um pouco. Carinhoso, controlado, cozinheiro, certo. Viciante, completamente. Obsessivo, perfeccionista, exigente, rígido. Doce, suave. Jeito duvidoso, não-dançarino, habilidoso com os dedos, impressionante.
Meu, só meu. Divertido, silencioso, companheiro, melhor amigo. Irmão, em alguns casos. Sensual, trapaceiro, vingativo, possessivo. Meu, só meu.
Nunca mentiroso, nunca desinteressado, nunca entediado, nunca chato. Não comigo, pelo menos. Culto, sério, sarcástico, indomado. Meu, só meu.
Família, amigo, salvador, protetor. Tudo, em uma pessoa só. Estável, imprevisível, rápido, devagar. Atraente, em vários sentidos. Meu, meu, meu, meu. Meu, só meu.
Só meu.
terça-feira
segunda-feira
Alguém
Eu quero alguém para brincar com meu cabelo e desenhar círculos nas minhas costas.
Eu quero alguém para me enrolar em dias frios e chuvosos.
Eu quero alguém para beijar minha testa suavemente.
Eu quero alguém para brincar de imaginar comigo.
Eu quero alguém para me dizer que sou fofa.
Eu quero alguém para segurar a minha mão.
Eu quero alguém para me provocar.
Eu quero alguém para abraçar.
Eu quero alguém.
Eu quero alguém para me enrolar em dias frios e chuvosos.
Eu quero alguém para beijar minha testa suavemente.
Eu quero alguém para brincar de imaginar comigo.
Eu quero alguém para me dizer que sou fofa.
Eu quero alguém para segurar a minha mão.
Eu quero alguém para me provocar.
Eu quero alguém para abraçar.
Eu quero alguém.
Jamais
Confiar e amar são palavras inteligentes. São capazes de resolver muita coisa, mudar muito. Tudo.
São fortes e com significados maiores ainda. Não podem ser só da boca para fora, e sim do coração. Da verdade.
Não importa o tempo em que foram conjugadas, ainda vão ter o mesmo significado. Não minta e nunca as coloque em lugares errados, em frases mal feitas.
Jamais.
by Jesse
São fortes e com significados maiores ainda. Não podem ser só da boca para fora, e sim do coração. Da verdade.
Não importa o tempo em que foram conjugadas, ainda vão ter o mesmo significado. Não minta e nunca as coloque em lugares errados, em frases mal feitas.
Jamais.
by Jesse
Amor
Um dia senti que ia morrer
Exatamente no dia em que você
Disse que me amava e era mentira
Queria te dizer
Que te amo de verdade
E acho que nunca dei motivo
Para que você não me amasse
Bote a mão
Na consciência e veja o que você
Está fazendo
Acabando com um coração que só te quer bem
Fica comigo até o fim das duas
Não quero viver sem você
Um só minuto
Você é a razão do meu viver
Me sinto só, mas sei que levo você no pensamento
Te amo para todo o sempre
by Jesse
Exatamente no dia em que você
Disse que me amava e era mentira
Queria te dizer
Que te amo de verdade
E acho que nunca dei motivo
Para que você não me amasse
Bote a mão
Na consciência e veja o que você
Está fazendo
Acabando com um coração que só te quer bem
Fica comigo até o fim das duas
Não quero viver sem você
Um só minuto
Você é a razão do meu viver
Me sinto só, mas sei que levo você no pensamento
Te amo para todo o sempre
by Jesse
domingo
Não volta mais
Engraçado. Havia muito tempo que ele não se sentia assim, como se algo estivesse faltando no seu dia-a-dia. Mais engraçado ainda era que ele não sabia o que exatamente estava faltando.
Ficou incomodado. Em um lapso de insanidade, levantou-se de sua confortável cama, pegando seu travesseiro e um cobertor. Sem saber direito aonde estava indo com tudo aquilo, deixou seus pés lhe guiarem pelo apartamento luxuoso, que fora presente de seu tio. Acabou na espaçosa varanda, que era toda mobiliada e tal. Ele, particularmente, achava tudo aquilo um grande desperdício de dinheiro, pois não precisava de todos aqueles móveis em excesso.
Empurrou tudo para um canto qualquer e extendeu o cobertor no chão, perto das grades que o impediriam de cair edifício abaixo. Deitou-se ali, de barriga para cima, e se pôs a observar a noite estrelada. Era difícil, pois as luzes acesas da cidade atrapalhavam o caminho que o brilho das estrelas tentava traçar.
Essa era uma coisa que ele definitivamente sentia falta. Ao se mudar para este apartamento, anos antes, morava longe da cidade grande. Quase no meio do mato, sozinho. Morava com seu irmão, mas ele virou um pé no saco depois que se casou e se mudou para a Bélgica com sua nova esposa dondoca.
Ele franziu o nariz com o pensamento, quase como se a esposa de seu irmão fosse mal cheirosa. O que, metaforicamente falando, ela era. Ela fora capaz de afastá-lo da pessoa que mais amara durante toda a sua vida. Ela fora capaz de afastá-lo de seu irmão mais velho, que era tudo para ele: pai, amigo, irmão e, às vezes, até inimigo.
Ele sentia falta de ver as estrelas e de seu irmão. Eram duas coisas que faziam uma extrema falta nos dias de hoje. Não que os dias de hoje fossem ruins, veja bem. Ele conseguiu se acertar, tudo bem. Mas, ao pensar em como tudo era antes... era simplesmente impossível negar que não queria voltar no tempo, por pelo menos um dia. Ele sentia falta de sentir aquilo tudo, sentia falta de estar ali.
Talvez ele pudesse viajar para algum lugar deserto e ligar para seu irmão no dia seguinte. Seria capaz de ver as estrelas e tudo o mais. Mas ele sabia que não seria como antes, nunca mais. Aqueles dias há muito se perderam no passado.
Fechou os olhos, sentindo uma brisa repentina brincar com seus cabelos escuros, levando-os para longe. Suspirou, aproveitando a situação até o último momento. Assim que aquilo acabou, começou aquele sentimento novamente. Aquele sentimento de que nunca mais aconteceria aquilo de novo, não daquele jeito. Ele sabia que tinha que aceitar isso como verdade, abaixar a cabeça e seguir em frente. E era exatamente o que vinha fazendo há muito tempo, mesmo que inconscientemente. Mas as memórias daqueles dias nunca iriam sumir, isso também era algo que... o mundo precisava aceitar como verdade.
Naquele instante, ele se permitiu fechar os olhos e sonhar com tudo aquilo, com o que tudo aquilo representava para ele. Apenas um dia. Apenas um dia e tudo voltaria a seus eixos novamente, a nostalgia iria embora e ele tornaria os dias de hoje tão bons quanto os de antigamente foram. É. Ele faria isso.
Ficou incomodado. Em um lapso de insanidade, levantou-se de sua confortável cama, pegando seu travesseiro e um cobertor. Sem saber direito aonde estava indo com tudo aquilo, deixou seus pés lhe guiarem pelo apartamento luxuoso, que fora presente de seu tio. Acabou na espaçosa varanda, que era toda mobiliada e tal. Ele, particularmente, achava tudo aquilo um grande desperdício de dinheiro, pois não precisava de todos aqueles móveis em excesso.
Empurrou tudo para um canto qualquer e extendeu o cobertor no chão, perto das grades que o impediriam de cair edifício abaixo. Deitou-se ali, de barriga para cima, e se pôs a observar a noite estrelada. Era difícil, pois as luzes acesas da cidade atrapalhavam o caminho que o brilho das estrelas tentava traçar.
Essa era uma coisa que ele definitivamente sentia falta. Ao se mudar para este apartamento, anos antes, morava longe da cidade grande. Quase no meio do mato, sozinho. Morava com seu irmão, mas ele virou um pé no saco depois que se casou e se mudou para a Bélgica com sua nova esposa dondoca.
Ele franziu o nariz com o pensamento, quase como se a esposa de seu irmão fosse mal cheirosa. O que, metaforicamente falando, ela era. Ela fora capaz de afastá-lo da pessoa que mais amara durante toda a sua vida. Ela fora capaz de afastá-lo de seu irmão mais velho, que era tudo para ele: pai, amigo, irmão e, às vezes, até inimigo.
Ele sentia falta de ver as estrelas e de seu irmão. Eram duas coisas que faziam uma extrema falta nos dias de hoje. Não que os dias de hoje fossem ruins, veja bem. Ele conseguiu se acertar, tudo bem. Mas, ao pensar em como tudo era antes... era simplesmente impossível negar que não queria voltar no tempo, por pelo menos um dia. Ele sentia falta de sentir aquilo tudo, sentia falta de estar ali.
Talvez ele pudesse viajar para algum lugar deserto e ligar para seu irmão no dia seguinte. Seria capaz de ver as estrelas e tudo o mais. Mas ele sabia que não seria como antes, nunca mais. Aqueles dias há muito se perderam no passado.
Fechou os olhos, sentindo uma brisa repentina brincar com seus cabelos escuros, levando-os para longe. Suspirou, aproveitando a situação até o último momento. Assim que aquilo acabou, começou aquele sentimento novamente. Aquele sentimento de que nunca mais aconteceria aquilo de novo, não daquele jeito. Ele sabia que tinha que aceitar isso como verdade, abaixar a cabeça e seguir em frente. E era exatamente o que vinha fazendo há muito tempo, mesmo que inconscientemente. Mas as memórias daqueles dias nunca iriam sumir, isso também era algo que... o mundo precisava aceitar como verdade.
Naquele instante, ele se permitiu fechar os olhos e sonhar com tudo aquilo, com o que tudo aquilo representava para ele. Apenas um dia. Apenas um dia e tudo voltaria a seus eixos novamente, a nostalgia iria embora e ele tornaria os dias de hoje tão bons quanto os de antigamente foram. É. Ele faria isso.
Can we match?
Eu nunca quis muitas coisas... ou, talvez, até possa ter querido, mas nunca nada tão importante como o que lhe peço agora.
E que raios você está me pedindo?, você deve estar se perguntando. E... bom, eu nada mais lhe peço do que sua ilustre presença ao meu lado.
Tudo o que eu quero, o que eu realmente quero, é que você fique ao meu lado. Sem ser pegajoso demais, grudento demais, preocupado demais. Quero que você seja meu melhor amigo, meu confidente, minha caixinha de segredos. E, mais do que tudo, quero que você entenda o que eu precise sem eu realmente precisar falar alguma coisa.
Quero que você seja minha cara-metade, minha alma gêmea, meu correspondente. Não quero, necessariamente, que você me ame como sua, pelo menos não naquele sentido... Apenas quero que você me ame. Seja como amiga, vizinha ou empregada. O que for.
Não quero que você fique preso à mim, do mesmo modo que não quero ser dependente de você. Pelo menos, não totalmente. Preciso que você seja um pouco preso a mim, mas na medida certa. Apenas para garantir que você sempre estará ao meu lado, não importa o que aconteça.
Se um dia você vier a me odiar, peço gentilmente que, ainda assim, não tente me esquecer, não me coloque de lado e, mesmo que não me perdoe, me ajude a ser uma pessoa melhor para os próximos. Pode manter em mente, se quiser, que o quanto mais rápido você me ajudar, mais rápido se verá livre de mim.
Tanto faz, na verdade, desde que você me ajude. Eu posso enganar a mim mesma, construir um mundo de ilusões aonde você ainda se importará comigo. Mas espero que nunca cheguemos a este ponto.
Espero que isso nunca aconteça, que você goste de mim e eu de você. Espero te encontrar na próxima vez que eu virar aquela esquina e, quando nos encontrarmos, possamos conversar, nos conhecer, ler o outro por completo.
Posso ter um zilhão e meio de conhecidos, mas, se você não existir, ainda assim vou me sentir sozinha. Você não entende como eu preciso de você? Você não pode entender que eu preciso te encontrar? Você não pode entender que essa obsessão em te procurar não me faz nada bem?
Queria que você aparecesse detrás de uma árvore, rindo às minhas custas, dizendo que foi tudo brincadeira. Queria poder, então, te dar um tapa no ombro e dizer para nunca mais se esconder de mim desse jeito. Você riria e passaria um braço por trás de meus ombros e, assim, andaríamos para algum lugar. Você seria meu e eu seria sua. Em vários sentidos.
E que raios você está me pedindo?, você deve estar se perguntando. E... bom, eu nada mais lhe peço do que sua ilustre presença ao meu lado.
Tudo o que eu quero, o que eu realmente quero, é que você fique ao meu lado. Sem ser pegajoso demais, grudento demais, preocupado demais. Quero que você seja meu melhor amigo, meu confidente, minha caixinha de segredos. E, mais do que tudo, quero que você entenda o que eu precise sem eu realmente precisar falar alguma coisa.
Quero que você seja minha cara-metade, minha alma gêmea, meu correspondente. Não quero, necessariamente, que você me ame como sua, pelo menos não naquele sentido... Apenas quero que você me ame. Seja como amiga, vizinha ou empregada. O que for.
Não quero que você fique preso à mim, do mesmo modo que não quero ser dependente de você. Pelo menos, não totalmente. Preciso que você seja um pouco preso a mim, mas na medida certa. Apenas para garantir que você sempre estará ao meu lado, não importa o que aconteça.
Se um dia você vier a me odiar, peço gentilmente que, ainda assim, não tente me esquecer, não me coloque de lado e, mesmo que não me perdoe, me ajude a ser uma pessoa melhor para os próximos. Pode manter em mente, se quiser, que o quanto mais rápido você me ajudar, mais rápido se verá livre de mim.
Tanto faz, na verdade, desde que você me ajude. Eu posso enganar a mim mesma, construir um mundo de ilusões aonde você ainda se importará comigo. Mas espero que nunca cheguemos a este ponto.
Espero que isso nunca aconteça, que você goste de mim e eu de você. Espero te encontrar na próxima vez que eu virar aquela esquina e, quando nos encontrarmos, possamos conversar, nos conhecer, ler o outro por completo.
Posso ter um zilhão e meio de conhecidos, mas, se você não existir, ainda assim vou me sentir sozinha. Você não entende como eu preciso de você? Você não pode entender que eu preciso te encontrar? Você não pode entender que essa obsessão em te procurar não me faz nada bem?
Queria que você aparecesse detrás de uma árvore, rindo às minhas custas, dizendo que foi tudo brincadeira. Queria poder, então, te dar um tapa no ombro e dizer para nunca mais se esconder de mim desse jeito. Você riria e passaria um braço por trás de meus ombros e, assim, andaríamos para algum lugar. Você seria meu e eu seria sua. Em vários sentidos.
Contraste
Fred encarava aquele quarto sem realmente acreditar em nada do que via.
Ele viu o par de botas jogado de qualquer maneira no chão, uma peça única, preta e Prada, com laços - o par favorito de Rebecca. O sutiã de renda preta se destacava contra o carpete creme, assim como a calcinha pequena, ambos retorcidos, ambos aparentando terem sido tirados às pressas. Perto da janela jazia o sobretudo que ele mesmo comprara para Rebecca. Além das peças familiares, Fred notou, havia também uma boxer branca sobre o criado-mudo na cor tabaco, se destacando de tal jeito que era impossível não perceber sua presença ali. A presença de mais alguém.
Ao olhar para a cama de casal e ver seus lençóis brancos amassados, Fred sentiu vontade. Ele sequer sabia que vontade era essa, ele só queria fazer alguma coisa que não fosse olhar aqueles dois corpos inertes. Rebecca tinha seus cabelos loiros espalhados pelo peito branco do cara que Fred não fazia ideia de quem era. Os dois estavam nus, com o lençol indo até a cintura. Estavam abraçados! Como Fred pediu - implorou! - para Rebecca deixar que ele a abraçasse e ela nunca permitiu.
Os dedos que seguravam a caneca de café quente começaram a tremer, agitando o líquido. Rebecca sempre foi correta demais - até mesmo para deixar as roupas jogadas no chão daquela maneira -, Fred nunca imaginou que ela o trairia. Não daquela maneira tão descarada, não em plena tarde de sexta-feira, não na sua própria cama.
A raiva tomou conta da face sempre calma de Fred e ele não pensou duas vezes antes de jogar a caneca de louça contra o espelho grande ao lado da cama. O casal acordou, num supetão, os dois assustados. Rebecca levou o lençol até o ombro, numa tentativa falha de se proteger. Ela já estava perdida.
Fred encarou os dois. Encarou o espelho quebrado e os cacos da caneca, o café maculando o carpete. Encarou Rebecca, com seus olhos castanhos esbugalhados e o queixo tremendo. Deu alguns passos, até chegar perto da cabeceira da cama. Encarou o outro homem e, fechando o punho direito, desferiu um soco no nariz dele, antes de gritar:
- Ela é minha!
by Drih
Ele viu o par de botas jogado de qualquer maneira no chão, uma peça única, preta e Prada, com laços - o par favorito de Rebecca. O sutiã de renda preta se destacava contra o carpete creme, assim como a calcinha pequena, ambos retorcidos, ambos aparentando terem sido tirados às pressas. Perto da janela jazia o sobretudo que ele mesmo comprara para Rebecca. Além das peças familiares, Fred notou, havia também uma boxer branca sobre o criado-mudo na cor tabaco, se destacando de tal jeito que era impossível não perceber sua presença ali. A presença de mais alguém.
Ao olhar para a cama de casal e ver seus lençóis brancos amassados, Fred sentiu vontade. Ele sequer sabia que vontade era essa, ele só queria fazer alguma coisa que não fosse olhar aqueles dois corpos inertes. Rebecca tinha seus cabelos loiros espalhados pelo peito branco do cara que Fred não fazia ideia de quem era. Os dois estavam nus, com o lençol indo até a cintura. Estavam abraçados! Como Fred pediu - implorou! - para Rebecca deixar que ele a abraçasse e ela nunca permitiu.
Os dedos que seguravam a caneca de café quente começaram a tremer, agitando o líquido. Rebecca sempre foi correta demais - até mesmo para deixar as roupas jogadas no chão daquela maneira -, Fred nunca imaginou que ela o trairia. Não daquela maneira tão descarada, não em plena tarde de sexta-feira, não na sua própria cama.
A raiva tomou conta da face sempre calma de Fred e ele não pensou duas vezes antes de jogar a caneca de louça contra o espelho grande ao lado da cama. O casal acordou, num supetão, os dois assustados. Rebecca levou o lençol até o ombro, numa tentativa falha de se proteger. Ela já estava perdida.
Fred encarou os dois. Encarou o espelho quebrado e os cacos da caneca, o café maculando o carpete. Encarou Rebecca, com seus olhos castanhos esbugalhados e o queixo tremendo. Deu alguns passos, até chegar perto da cabeceira da cama. Encarou o outro homem e, fechando o punho direito, desferiu um soco no nariz dele, antes de gritar:
- Ela é minha!
by Drih
quarta-feira
Sem título
Você me fez sentir como eu sempre quis me sentir.
Você me fez sorrir como eu sempre quis sorrir.
Você me fez cantar como eu sempre quis cantar.
Você me fez correr como eu sempre quis correr.
Corri para longe, mas com você ao meu lado.
Corri com você, te levando comigo.
Corri sozinha, guiando seu caminho.
Corri atrás te você, te seguindo.
Segui você pelo labirinto de rosas pretas.
Segui você pela cidade movimentada.
Segui você por entre as pessoas que nos cercavam.
Segui você até o inferno.
No inferno, te mimei.
No inferno, te admirei.
No inferno, te adorei.
No inferno, te amei.
Amor... algo indefinido.
Amor... algo quente.
Amor... algo cheio.
Amor... não é para ser experenciado quando se está sozinho.
Solidão... me persegue.
Solidão... me assombra.
Solidão... me amaldiçoa.
Solidão... me transforma.
Me transforma em algo dolorido.
Me transforma em algo ruim.
Me transforma em algo deprimente.
Me transforma em paranoica.
E sou tudo isso até hoje.
Você me fez sorrir como eu sempre quis sorrir.
Você me fez cantar como eu sempre quis cantar.
Você me fez correr como eu sempre quis correr.
Corri para longe, mas com você ao meu lado.
Corri com você, te levando comigo.
Corri sozinha, guiando seu caminho.
Corri atrás te você, te seguindo.
Segui você pelo labirinto de rosas pretas.
Segui você pela cidade movimentada.
Segui você por entre as pessoas que nos cercavam.
Segui você até o inferno.
No inferno, te mimei.
No inferno, te admirei.
No inferno, te adorei.
No inferno, te amei.
Amor... algo indefinido.
Amor... algo quente.
Amor... algo cheio.
Amor... não é para ser experenciado quando se está sozinho.
Solidão... me persegue.
Solidão... me assombra.
Solidão... me amaldiçoa.
Solidão... me transforma.
Me transforma em algo dolorido.
Me transforma em algo ruim.
Me transforma em algo deprimente.
Me transforma em paranoica.
E sou tudo isso até hoje.
Metamorfose
Mude. Mude o que você era, e o que você foi.
Mude o que não aconteceu e o que ainda vai acontecer.
Mude o que falou, e pense no que vai falar.
Mude o que pensou, e naquilo que vai atuar.
Mude o que fez, o que pretende fazer.
Mude o que sonhou, mas não desista dele.
Mude o caminho, mas escolha um melhor.
Por fim, mude de nome e fuja.
Nunca fique no mesmo lugar por muito tempo.
by Jesse
Mude o que não aconteceu e o que ainda vai acontecer.
Mude o que falou, e pense no que vai falar.
Mude o que pensou, e naquilo que vai atuar.
Mude o que fez, o que pretende fazer.
Mude o que sonhou, mas não desista dele.
Mude o caminho, mas escolha um melhor.
Por fim, mude de nome e fuja.
Nunca fique no mesmo lugar por muito tempo.
by Jesse
