segunda-feira

Sinto muito, você

Eu gostava de você, gostava mesmo. Ou pelo menos achava que gostava. Na verdade, eu até cheguei a pensar que te amava. E talvez eu amasse mesmo, só que de outro jeito.

Outro jeito porque percebi que, de repente, tudo havia mudado, estávamos invertidos. De repente, eu não era mais a boba apaixonada, nunca tinha sido. De repente, o bobo apaixonado era você.

Me senti bem, pelo menos no começo, que era quando eu pensava que também te amava, quando na realidade estava confundindo admiração com adoração, paixão. Foi a partir daí que tudo mudou de vez.

De repente, parecia errado. Eu sentia como se fosse extremamente errado você ser apaixonado por mim. Foi quando começou. Foi quando começou o nosso fim.

Eu estava com medo, tudo era novo para mim e eu não tinha ideia do que devia ou queria fazer. Comecei a ser rude, a te tratar mal, tentando de todos os jeitos fazer você parar. Parar de ser apaixonado por mim.

Não consegui. Só consegui te afastar e te magoar por causa disso. E novamente fui rude quando você tentou entender, preocupado comigo. Te magoei mais uma vez, mas com tamanha intensidade que você nunca mais falou comigo.

Só queria poder te abraçar, dizer que sinto muito e fazer tudo voltar a ser como antes.

E, mais do que tudo, queria poder lhe dizer que sinto sua falta. Muito. Gostaria de ser capaz de fazer isso, fazer tudo ser certo outra vez.

Mas sei que não sou, e isso dói. Dói porque percebo que preciso te esquecer, superar. O que, veja bem, não é um problema tão grande, afinal eu havia descoberto que não gostava tanto assim de você.

O problema é que eu não posso te esquecer e deixar as coisas como estão entre nós. Preciso concertar. Mas você não deixa. Por quê?

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